Arquivo da tag: Livros de Álvaro Vieira Pinto


Sete Lições sobre Educação de Adultos

Sete Lições sobre Educação de Adultos
Livro, 1982

VIEIRA PINTO, Álvaro. Sete lições sobre educação de adultos. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1982.

Edições:

Em levantamento realizado a partir de referências bibliográficas, temos os seguintes anos das edições: 1982, 1984 (2ª ed.), 1985 (3ª ed.), 1986 (4ª ed.), 1987 (5ª ed.), 1989 (6ª ed.), 1991 (7ª ed.), 1993 (8ª ed.), 1994 (9ª ed.), 1997 (10ª ed.), 2000 (11ª ed.), 2001 (12ª ed.), 2003 (13ª ed.), 2005 (14ª ed.), 2007 (15ª ed.), 2010 (16ª ed.).

VIEIRA PINTO, Álvaro. Sete lições sobre educação de adultos. 16ª ed. São Paulo: Cortez, 2010.

Sobre a obra:

  • “Álvaro reaparece no meio intelectual brasileiro através de um projeto de pesquisa organizado e desenvolvido na USFCar, no período de agosto de 1982 a julho de 1983, sobre alfabetização de adultos para funcionários daquela instituição, tema esse que nasceu de um amplo debate no curso de doutorado. Esse projeto era coordenado pelo Prof. Demerval Saviani e Betty Antunes de Oliveira, que ao longo da organização e desenvolvimento do mesmo, realizaram contatos com Vieira Pinto e fizeram uma entrevista, conseguindo organizar escritos de Álvaro sobre a temática da alfabetização de adultos, que originou a obra Sete lições sobre educação de adultos, publicada em 1982 pela Editora Cortez, num total de cento e dezoito páginas, incluindo a entrevistas realizada com Vieira Pinto.”  (FÁVERI, 2014, p.101)
  • “Em 1982, Sete lições sobre educação de adultos é publicado pela Cortez Editora, de São Paulo. As sete lições foram originalmente anotações de aulas oferecidas ainda no Chile, em 1966. Esta publicação se torna seu maior sucesso editorial, encontrando um público fiel nos bancos universitários das faculdades de pedagogia. (Seguindo este mesmo filão editorial, a Cortez também vai reeditar A questão da universidade, texto de 1962.)” (CÔRTES, 2003, p.323)
  • “Penso que a afirmação de Vieira Pinto “não escrevi nenhum livro de pedagogia, embora tenha muitas observações a fazer sobre ela”, decorre do fato de que as Sete lições sobre educação de adultos foram aulas-conferências que ele proferiu no Chile em 1966. Os textos que escreveu então, ele os redigiu como roteiros das aulas que ministrou. No seu entender, um livro exigiria maior desenvolvimento e aprofundamento. Entretanto, Betty e eu o convencemos a publicar os referidos roteiros na forma original. E isto não apenas pelas importantes contribuições que este pequeno livro contém, e que reputamos ser de grande utilidade para os educadores brasileiros de hoje, mas também como testemunho de um trabalho que vem se desenvolvendo já há muitos anos e que permanece vivo e atuante.” (Dermeval Saviani, 1982 In: VIEIRA PINTO, 2010, p.12, adições nossas)

A Sociologia dos Países Subdesenvolvidos

A Sociologia dos Países Subdesenvolvidos: introdução metodológica ou prática metodicamente desenvolvida da ocultação dos fundamentos sociais do “vale das lágrimas”
Livro, publicado em 2008 (Editora Contraponto), manuscrito do autor de 1975

VIEIRA PINTO, Álvaro. A Sociologia dos Países Subdesenvolvidos: Introdução metodológica ou prática metodicamente desenvolvida da ocultação dos fundamentos sociais do “vale das lágrimas”. Rio de Janeiro: Contraponto, 2008.

Acesso a obra:

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➡     Baixar (arquivo PDF) do Sumário da obra, pelo site da Editora Contraponto

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Pesquisas sobre a obra:

Referências sobre a obra:

  • “Num breve espaço de tempo [após a publicação de O Conceito de Tecnologia], mais um inédito de Vieira Pinto [A sociologia dos países subdesenvolvidos] será publicado. É o inédito sobre o qual Álvaro confidencia a sua sobrinha Mariza, no dia do falecimento de seu pai, irmão mais novo de Álvaro, que havia terminado de concluir e que lhe permitia afirmar que havia completado o seu pensamento.” (FÁVERI, 2014, p.102, adições nossas)
  • “Depois de ter realizado uma análise cronológica da produção de suas obras e contatos com pessoas que viveram proximamente do intelectual, concluímos que essa é a penúltima citada por ele na entrevista concedida ao prof. Saviani. E a obra foi intitulada A sociologia dos países subdesenvolvidos e consta riscado, abaixo do título em manuscrito, “Introdução metodológica ou prática metodologicamente desenvolvida da ocultação dos fundamentos sociais do ‘vale de lágrimas'”. No momento, estamos em trâmites para publicar a referida obra, que é composta de aproximadamente quatrocentas e dez páginas, cujo prefácio me foi autorizado elaborar, por um membro da família com parentesco próximo de Vieira Pinto.” (FÁVERI, 2014, p.102)

Imagens:

“Imagem dos cadernos- manuscritos derradeiros de Álvaro Vieira Pinto (Acervo pessoal Prof. Ernesto De Fáveri)” Fonte: Tese “Sociologia do subdesenvolvimento: visita ao espaço reflexivo dos escritos derradeiros de Álvaro Borges Vieira Pinto (1974-1977)” de Paulo César da Costa Heméritas (2015), p.129.

O Conceito de Tecnologia

O Conceito de Tecnologia
Livro [2 volumes] publicado em 2005 (Editora Contraponto), manuscrito do autor com término da escrita em 1973 e revisado em 1974

VIEIRA PINTO, Álvaro. O Conceito de Tecnologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. 2 v.

Reimpressões:

1a reimpr. em jun. 2008
2a reimpr. em out. 2013

Edições:

Sabe-se também da referência a uma edição de “O Conceito de Tecnologia” (anterior à de 2005) editada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pela Coleção “Os Desenvolvimentistas”.

Acesso a obra:

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Resenhas sobre a obra:

Referências sobre a obra:

  • “O conceito de tecnologia, escrito em dois volumes, com um total de mil e trezentas e vinte oito páginas, foi publicado recentemente pela Editora Contraponto, do Rio de Janeiro. Procurei saber como esse inédito foi parar na editora e descobri que, com a morte de Álvaro Vieira Pinto e sua esposa, um amigo da família, o advogado Perílio Guimarães Ferreira, passou a gerir os seus bens, inclusive aquele manuscrito, que lhe fora confiado. Com a morte do advogado, sua irmã, Orsely Guimarães Ferreira de Brito, ex-aluna de Álvaro, organizando os pertences do irmão falecido, encontrou no meio dos seus livros o manuscrito de O conceito de tecnologia. Conversando com sua amiga Marília Barroso, também ex-aluna de Álvaro, reconheceu sua letra e também a importância das páginas. Através de contatos de ambas com a professora Maria da Conceição Tavares, realizaram o contato com a Editora Contraponto e, imediatamente, providenciaram a sua publicação.” (FÁVERI, 2014, p.101-102)
  • “Vieira Pinto — No meu livro sobre tecnologia trato da teoria da comunicação que contribui para a análise desse processo [o da Educação/Pedagogia]. Fiz a crítica da cibernética encontrando algumas noções que, se não são originais, precisam ser consideradas fundamentais. Por exemplo: é indispensável o caráter de encontro de consciências no ato da aprendizagem, porque a educação é uma transmissão de uma consciência a outra, de alguma coisa que um já possui e o outro ainda não. A teoria dialética do conhecimento é fundamentalmente cibernética, no sentido dialético da palavra. Não a cibernética empírica que é essa aí que se faz. Não se trata da entrega de um embrulho de uma pessoa para outra, mas de possibilitar uma modificação no modo como essa outra pessoa, que é o aluno, está capacitado para receber embrulhos. […] A resistência do aluno ao aprendizado é um fator de modificação da consciência do educador, e não uma obstinação, uma incompetência. Mostrar e trazer a educação para o domínio da cibernética é uma imposição causada por duas ordens de fatores: 1) as massas educadas cada vez maiores; 2) e ao mesmo tempo a mecanização dos processos pedagógicos. Se o educador não se preparar, não terá condições para introduzir o verdadeiro fator, decisivo, no ato educativo, que e o papel da consciência. Fica prisioneiro do que a cibernética chama de hardware (todo o material, toda a parte mecânica, instrumental). É evidente que o professor não pode transmitir flexibilidade ao seu ensino se não a possui ele próprio na sua formação e na sua prática.” (Álvaro Vieira Pinto em entrevista concedida a Betty Oliveira, 1982 In: VIEIRA PINTO, 2010, p.23-24, adição nossa)

El Pensamiento Crítico en Demografía

El Pensamiento Crítico En Demografía
Livro, 1973

VIEIRA PINTO, Álvaro. El Pensamiento Crítico en Demografía. Santiago de Chile: Centro Latinoamericano de Demografía (CELADE), 1973. 449 p. (Série E, 8)

Acesso a obra:

➡     Acesso (arquivo PDF) pelo site do CEPAL, digitalizado e com OCR (buscável)

➡     Acesso (arquivo PDF) do livro digitalizado (sem OCR) pelo Centro Centroamericano de Población da Universidad de Costa Rica

Resenhas:

  • CHANES, Carlos Welti. El Pensamiento Crítico en Demografía by Alvaro Vieira Pinto In: Revista Mexicana de Sociología. Vol. 37, No. 2 (Apr. – Jun., 1975), pp. 589-593. Published by: Universidad Nacional Autónoma de México [Link para artigo na JSTOR]

Sobre a obra:

  • “No exílio, Álvaro Vieira Pinto produz duas obras quase que simultaneamente: (…) A segunda obra surge quando ministrava o curso avançado no CELAD em parceria com a ONU. Vieira Pinto é apresentado por um amigo à diretoria do CELAD, que o contrata para escrever uma obra sobre demografia social. Em oito meses, entre os três anos em que esteve no exílio em Santiago, calcula-se que por volta de 1968, entrega o livro para o CELAD, com o título El pensamiento crítico en demografia, muito lido e discutido no México e em toda a América Latina. Foi publicado em Santiago no Chile, pelo CELAD, somente em 1973, totalizando quinhentas e cinquenta e cinco páginas, e ainda não foi traduzido para a língua portuguesa.” (FÁVERI, 2014, p.100-101)

Ciência e Existência

Ciência e Existência: Problemas filosóficos da pesquisa científica
Livro, 1969

VIEIRA PINTO, Álvaro. Ciência e Existência: Problemas filosóficos da pesquisa científica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1969. (Série Rumos da Cultura Moderna, 20)

Reedições:

VIEIRA PINTO, Álvaro. Ciência e Existência: Problemas filosóficos da pesquisa científica. 2a ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1979. (Série Rumos da Cultura Moderna, 20; Coleção Pensamento Crítico, 7)

VIEIRA PINTO, Álvaro. Ciência e Existência: Problemas filosóficos da pesquisa científica. 3a ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. (Série Rumos da Cultura Moderna, 20; Coleção Pensamento Crítico, 7)

Acesso a obra:

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Trechos da obra (Dedicatória):

  • “Aos alunos do Centro Latino-Americano de Demografia o Autor dedica a presente obra com a mais viva expressão de suas esperanças. SANTIAGO — 1967” (Dedicatória em VIEIRA PINTO, 1969)
  • “O presente trabalho foi escrito em Santiago do Chile durante o ano de 1967 no cumprimento de um contrato concedido ao Autor pelo Centro Latino-Americano de Demografia. Nele estão contidos alguns dos principais conceitos das aulas ministradas pelo Autor aos alunos do Curso Avançado daquele órgão das Nações Unidas.Esta edição brasileira reproduz o texto do original entregue pelo Autor àquele importante organismo especializado das Nações Unidas. A publicação desta obra foi autorizada pelo Centro Latino-Americano de Demografia.” (Dedicatória em VIEIRA PINTO, 1969)
  • “À Professora Carmen A. Miró, ilustre Diretora do Centro Latino-Americano de Demografia, o Autor deseja deixar consignado nestas linhas o seu agradecimento pelas amabilidades recebidas durante sua estada naquele Centro de estudos.” (Dedicatória em VIEIRA PINTO, 1969)

Sobre a obra:

  • “No exílio, Álvaro Vieira Pinto produz duas obras quase que simultaneamente: a primeira foi escrita em Santiago do Chile, oriunda de aulas gravadas e transcritas em 1966, que foi publicada em português somente em 1969, pela Editora Paz e Terra, do Rio de Janeiro, porque o CELAD não tinha interesse em publicá-la em Espanhol. Com o seu retorno ao Brasil em fins de 1968, o autor realiza a publicação pela referida Editora. Essa obra totaliza quinhentas e trinta sete páginas. Segundo Jorge Roux, em conversa com o pesquisador, a obra estava originalmente intitulada como O método científico, mas ficou acordado entre a editora e o autor à mudança do título para Ciência e existência: problemas filosóficos da pesquisa científica. Essa mudança foi realizada como estratégia de marketing, para melhor comercialização. E a obra é resultado das aulas ministradas aos alunos do Curso Avançado, daquele órgão das Nações Unidas, e foi dedicada a eles.” (FÁVERI, 2014, p.100-101)
  • “Meu primeiro contato direto com a obra de Álvaro Vieira Pinto se deu no início de 1972 quando, perambulando por livrarias do centro de São Paulo, encontrei, numa banca de livros com 50% de desconto, a obra Ciência e existência: problemas filosóficos da pesquisa científica (Rio, Paz & Terra, 1969). A leitura do índice me indicava que o texto tratava de assuntos que me interessavam vivamente. Adquiri o livro, certo de ter feito duplamente um bom negócio: comprara um livro valioso e pela metade do preço. Cerca de um mês depois, retornei à mesma livraria e encontrei a mesma obra numa banca de ofertas a 25% do preço de capa. (…) No segundo semestre daquele mesmo ano de 1972, indiquei alguns capítulos do livro como texto de apoio a uma unidade da disciplina “Problemas da Educação I” que comecei a ministrar no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Educação em São Paulo e Piracicaba. A partir daí o livro passou a ser indicado pelos alunos que eram professores em diferentes instituições de ensino superior. A obra voltou a ser comercializada pelo preço normal, acabando por se esgotar. Após relutâncias da Editora, a insistência de pedidos levou-a a lançar a segunda edição.”  (Dermeval Saviani, 1982 In: VIEIRA PINTO, 2010, p.9)

Porque os ricos não fazem greve?

Porque os ricos não fazem greve?
Livro, 1962

VIEIRA PINTO, Álvaro. Porque os ricos não fazem greve? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1962. 120 p. (Cadernos do Povo Brasileiro, 4)

Edição lançada em Portugal:

VIEIRA PINTO, Álvaro. Os ricos não fazem greve – porquê? 1ª ed. Portugal: Editora DiAbril, 1975. 110 p. (Coleção Universidade do Povo, 4)

Acesso a obra:

➡     Acesso ao livro no repositório Arcaz da UTFPR – Curitiba

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Sobre os Cadernos do Povo Brasileiro:

  • Este livro também foi publicado em Portugal, com o nome “Os ricos não fazem greve – porquê?” (1a edição de 1975, Editora DiAbril, 110p.)  Integrou a “Coleção Universidade do Povo”, sendo o número 4 desta coleção. (Esta informação foi encontrada em SILVA, Flamarion Maués Pelúcio Silva. Livros que tomam partido: a edição política em Portugal, 1968-80. Vol. 1. Tese de Doutorado. Programa de História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2013)
  • “No contexto histórica pré-64, os Cadernos estavam fortemente marcados, entre outras coisas, pela produção teórica do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB; 1955-1964). Foram editados no período de 1962 a 1964 pela Civilização Brasileira, no Rio de Janeiro, com coordenação editorial de Ênio Silveira. Os diretores da coleção eram o próprio Silveira e Álvaro Vieira Pinto, este diretamente ligado ao ISEB. Como outras publicações brasileiras, os Cadernos não escaparam à censura implacável da ditadura militar e, por isso, foram abruptamente interrompidos em 1964.” (LOVATTO, 2006, p.314)
  • “A coleção formou um conjunto de 24 volumes numerados, com alguns volumes extras. São diferentes autores, mas com temáticas bastante coordenadas entre si. Os temas incidem diretamente nas questões centrais e candentes do debate político nacional naquele período. Os títulos são diretos, explosivos e na forma de questionamento. (…) Os títulos e temas dos Cadernos revelam a expectativa dos diretores dessa coleção: que as publicações fossem instrumentos para a elevação da consciência popular, fornecendo subsídios para a intervenção prática de teórica no cenário político nacional. Perseguindo essa proposta de popularização, os Cadernos apresentavam um formato “de bolso”, eram escritos em linguagem acessível, com tiragem mínima inicial de 15 mil exemplares, tendo muitas vezes mais de uma edição.” (LOVATTO, 2006, p.314-p.315)
  • “A Coleção Cadernos do Povo Brasileiro, de parceria entre o ISEB e o CPC, vendeu milhares de exemplares. Vieira Pinto, juntamente com Ênio Silveira, coordenou a publicação dessa coleção e publicou o livro “Por que os ricos não fazem greve”, que vendeu mais de 40 mil exemplares.” (LIMA, 2015, p.105)
  • “Além do esforço das entidades que se responsabilizaram por sua divulgação em âmbito nacional, os Cadernos causaram este impacto sobre a sociedade, em função de sua numerosa tiragem. Publicados de 1962 a 64, estima-se que a tiragem total de seus exemplares tenha ultrapassado a impressionante marca de um milhão de exemplares. Aliada ao formato de bolso, que possibilitava a divulgação de mão-em-mão, é bem possível que essa marca tenha sido potencialmente multiplicada. O instigante tema do número 4, Por que os ricos não fazem greve?, escrito por Álvaro Vieira Pinto, atingiu – sozinho – a marca de 100 mil exemplares vendidos (Cf. SILVEIRA, 2003: 90).” (LOVATTO, 2010, p.91)

Sobre a obra:

  • “Em 1962, fez publicar dois livros: A questão da universidade e Por que os ricos não fazem greve? (…) o último é uma publicação da série Cadernos do Povo Brasileiro, cuja coordenação Vieira Pinto assumiu a convite de Ênio Silveira.”  (CÔRTES, 2003, p.320)
  • “Nesse mesmo ano [1992], Vieira Pinto produz e publica, pela editora Civilização Brasileira, Por que os ricos não fazem greve, composta de centro e dezoito páginas, obra que faz parte da coleção Cadernos do Povo Brasileiro.” (FÁVERI, 2014, p.99, adição nossa)
  • ‘Moraes (2011, p.26) relata um episódio curioso sobre esse livro: “em fevereiro de 1964, tocou o telefone no escritório de Ênio Silveira. Era o capitão Eduardo Chuahy, da Casa Militar da Presidência da República, que queria encomendar cerca de dez mil exemplares do livro de Álvaro Vieira Pinto […] A maior parte dos dez mil exemplares foi distribuída a sindicatos.“ ‘ (em LIMA, 2015, p.105)

A questão da Universidade

A questão da Universidade
Livro, 1962

VIEIRA PINTO, Álvaro. A Questão da Universidade. Rio de Janeiro: UNE/Editôra Universitária, 1962. (Cadernos Universitários, 1)

Reedições:

VIEIRA PINTO, Álvaro. A Questão da Universidade. São Paulo: Cortez Editora: Autores Associados, 1986. (Coleção Educação Contemporânea)

VIEIRA PINTO, Álvaro. A Questão da Universidade. 2a ed. São Paulo: Cortez Editora, 1994. (Coleção Educação Contemporânea)

Acesso a obra:

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Resenhas:

Sobre a obra:

  • “Este livro [A Questão da Universidade] de Álvaro Vieira Pinto foi escrito no alvorecer da década de 60 e publicado pela editora da UNE (União Nacional de Estudantes).Seu conteúdo é a expressão viva da coragem e idoneidade intelectual do autor. De forma serena e refletida constitui, no entanto, um libelo de certo modo violento ao elitismo, conservadorismo, arcaísmo e alienação das estruturas universitárias a serviço da dependência cultural imposta pelos interesses dos grupos que dominam economicamente e, por consequência, impõem seu poder ao conjunto da sociedade.” (Introdução de Demerval Saviani escrita em dez. 1985 apud VIEIRA PINTO, 1986, p.5, adição nossa)
  • “É importante situar e datar o livro [A questão da Universidade]. Escrito em 1961, situa-se no bojo do processo que então se caracterizava como pré-revolucionário. Esta situação demarca as lutas da época. A sociedade tendia a se polarizar entre os que se colocavam a favor do objetivo revolucionário empenhando-se em tornar realidade a tendência em curso e aqueles que se colocavam contra, procurando preservar a ordem vigente e se utilizando de todos os recursos disponíveis para frustrar os intentos transformadores.” (Introdução de Demerval Saviani escrita em dez. 1985 apud VIEIRA PINTO, 1986, p.5, adição nossa)
  • “[…] aquele livro [A questão da Universidade] foi uma conferência que fiz em Belo Horizonte e depois a diretoria da antiga UNE me pediu para publicar.” (Álvaro Vieira Pinto em entrevista concedida a Dermeval Saviani, 1981 In: VIEIRA PINTO, 2010, p.22, adição nossa)
  • “Em 1962, fez publicar dois livros: A questão da universidade e Por que os ricos não fazem greve? O primeiro resulta de conferências feitas em Belo Horizonte, publicadas pela Editora Universitária, formada por lideranças estudantis ligadas à União Metropolitana e à UNE (…)”  (CÔRTES, 2003, p.320)
  • “No início dos anos 60, época das grandes mobilizações de massa para as reformas de base, entre elas a do ensino, Vieira Pinto produz a obra A questão da universidade, originária de uma conferência proferida em Belo Horizonte e publicada naquele ano pela UNE. A obra é composta por cento de duas páginas e mais tarde publicada pela Editora Cortez. Parece que essa obra foi produzida em 1962.” (FÁVERI, 2014, p.99)
  • “Esse livro representa a mobilização em torno do processo da reforma universitária, motivada pelas contradições no interior das instituições, mas também pelas condições sociais da época.” (LIMA, 2015, p.108)

Consciência e Realidade Nacional

Consciência e Realidade Nacional
Livro [2 volumes], 1960-1961

. Consciência e Realidade Nacional. Rio de Janeiro: Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), 1960. 2 v. (Coleção Textos Brasileiros de Filosofia, 1)

Acesso a obra:

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Resenhas:

Sobre a obra:

  • “Na chefia do Departamento de Filosofia do Instituto, inicia a confecção de “Gênese e formas da consciência nacional”. Publicado em dois grandes volumes – o primeiro em setembro de 1960 e o segundo em junho de 1961 – sob o título de Consciência e realidade nacional (…) Motivo de rápida reação do público especializado, entre maio de 1962 a abril do ano seguinte, CRN foi objeto de vários comentários críticos.” (CÔRTES, 2003, p.320)

Filosofia Actual

Filosofia Actual
Apostila, 1957

VIEIRA PINTO, Álvaro. RIVAROLA MATTO, José María (Colab.) Filosofía actual: Notas de aula por José Maria Rivarola. Mimeografado. Asunción, Paraguay: Misión Cultural Brasileña, 1957. 146 p.

 

Sobre a obra:

  • “Em maio de 1956, através do Itamaraty e a convite do embaixador do Brasil no Paraguai, Negrão de Lima, Álvaro Vieira Pinto leciona na Universidade Colombiana e também na Universidade Nacional do Paraguai, onde recebe o título de doutor honoris causa. Por iniciativa da missão cultural brasileira, as anotações de seus alunos em Assunção foram publicadas no ano seguinte sob o título Filosofia Actual. Revista e aprovada pelo autor, esta apostila é uma notável exposição da fenomenologia, do existencialismo e das principais idéias de Kierkergaard, Heidegger, Sartre e Karl Jaspers.” (CÔRTES, 2003, p.318)
  • “No mês de abril de 1957, como resultado de um curso dado por Vieira Pinto sobre Filosofia em Assunción, batizado como Missión Cultural Braisliana, foram publicadas, por José Maria Rivarola Matto, anotações de aulas, composto de 145 páginas, como título Filosofia actual, que se encontra na língua espanhola, ainda inédito no Brasil.” (FÁVERI, 2014, p.99)
  • “Álvaro Vieira Pinto estava totalmente envolvido por esse revival historicista-fenomenológico-existencialista. Em 1956, meses antes de assumir a chefia do Departamento de Filosofia do ISEB, ofereceu um curso na Universidade de Assunção sobre a Filosofia Atual, onde deu aulas sobre esse percurso filosófico que vai de Kant a Jaspers. Os temas dessas lições de Assunção ressurgem quando ele traduz e publica, pelo ISEB, Razão e anti-razão de Karl Jaspers (o primeiro título da coleção Textos de Filosofia Contemporânea que o Instituto pretendia editar, mas não chegou a ir adiante); também serão retomados em 1960, em Consciência e realidade nacional, e continuarão presentes em Ciência e Existência, que escreveu em 1967 no Chile, já no exílio.” (CORTES, 2006, p.298-299)